21/09/2008

Das Mulheres e das Flores

Ah! se mulheres fossem flores!
Mas, não são...

Seriam mais espinhos se menos flores fossem?
Mas, se nem espinhos nem flores,
Com quantas dores
Se conquista uma mulher?

Seriam vós, mulheres, de toda em todas
Amores?
Ou há em vós mais paredes,
Ainda,
D'onde brotam muito mais
Orquídeas?

Em teus cadafalsos
Empunhais
Afiados punhais,
Nos quais demasiados
Pescoços cortais?


E, em quantos pescoços
Não cravejam espinhos?
Pescoços serão como talos
de Rosas-Espinhudas?

Ou serão os pescoços fragéis como homens culpados,
Nos quais despejais tuas sangüinolentas
Punhaladas verborrágicas?

Há, nas Gargantas, nós,
Como há espinhos em vós.


Mas de espinhos só se espera
Perfurações de supefície;
Breves arranhões...

Mais densos e profundos são os cortes

Dos Floristas
Que te doam flores Mortas.

Vós apreciais buquês de mil mortas Flores
Doadas com mil versos copiados
E anexados em cartões comprados
Na papelaria do burguês?


Ou apreciar-te-ias a ti mesmo
Na altivez desses buquês...
Como te aprecias deveras frente ao espelho,
Crendo ser, das flores, a mais
(Segunda mais...) Bela,
Quando passas espinhos de plástico
Por entre as madeixas,
Enquanto as bochechas
Se roseam de Blush-cor-de-rosa-vaidade?

Ah! se mulheres fossem flores!
Mas, não são...
E, isso é ventura!

3 comentários:

Karol disse...

você se assustou tanto com os arranhões que os espinhos podem causar que esqueceu um pouco da beleza única...do aroma...
dos momentos que só as flores,com a sua beleza tão bem guardada pelos espinhos,pode proporcionar a quem se arrisca em ter arranhões.

meloso demais?lírico demais?
achei mesmo o meu comentário.
o seu está ótimo.

:)

Karol disse...

*podem
¬¬

p.s:"Ah! se mulheres fossem flores!
Mas, não são...
E, isso é ventura!"

hahha
gostei

susana disse...

ah se todos fossem iguais a você que maravilha viver...