03/09/2008

VouAndo

Sim. Dormi na calçada.
Na calçada da tua cama.
Nas franjas da tua alçada,
Acordei.

Dei por mim e nada.
Restava apenas meu caco.
Meu pedaço de pedaço.
Levantei.

Hei de partir calado?
Sem verdes?
Nem azuis.
Mas fui - parado...

Sim. Parti de ti.
Sem sair daqui,
Fui para lá:
Insólito.

Meu delito foi pensar.
Pouco fiz.
Tanto faz.
O que foi, foi sem ser.
Sei que não sou,
Sempre estando.
Parado, ando.

E vou...

E ando.
Parado estando
Sempre sou.
Não que sei ser sem.
Foi.
Foi que o faz tanto.
Fiz pouco pensar
- foi delito meu.

E vou...

5 comentários:

Karol disse...

"Meu delito foi pensar.
Pouco fiz.
Tanto faz.
O que foi, foi sem ser."

Gostei tanto!!!adorei o jogo de palavras!!
Como eu gostei muito do "elegia do anti-se" também!!*-*
E eu não sou uma "mala" por "roubar" as suas frases!!Deveria ficar feliz e orgulhoso!;p
E pode deixar que eu continuo levando a sério a minha "falta de espaço",vou investir nisso como um estilo,vai que alguém gosta. :D

Karol disse...

"se era para
ou era por
como se entretanto todavia
toda vida mas toda vida
é indagação do achado e aguda espostejação
da carne do conhecimento, ora veja"

Carlos Drummond de Andrade


;D

Andréa disse...

sentimentos em palavras...





muito bom esse!

* Rhe * disse...

até parar?

Luciana Cavalcanti disse...

Graças aos deuses e deusas, meu amigo!
Graças aos bons demônios também... rsrsrs

Graças às tristezas e alegrias, graças às dores e às drogas!!!

Que bom que tu fazes poesia! Que bom que tu és poético quando esbanjas ou quando guardas pra depois...

Este poema está ESTANDO! e É!!!

Amei amando.