18/04/2008

A nossa decadência poética

No Recife não há mais poesia.

Estagnou-se no passado o dia

Em que a cidade era palco

Do mais nobre salto

Dos poetas serelepes.


No Recife não há problemas.

É, em si, todo problema.

No Recife os poetas de hoje em dia

São, em sua grande maioria,

Marginais,

Ou acrobatas de sinais.


Não há mais verbo,

Há apenas corpo,

Em um corpo todo doente.

Sim, o Recife está carente;


O Recife é um delinqüente

Entorpecido de cola.

Antigamente era uma escola

Hoje é decadente.

2 comentários:

catarina souto disse...

discordo! temos aqui um grande poeta e um grande blogger! fiquei orgulhosa com tua visita... volte sempre raboni!
beijão!

Luciana Amâncio disse...

...rsrsrs

olha o que a moça disse antes de mim!

"um grande poeta"... pois é... Enquanto há vida há esperanças (e desesperanças).

Gostei do poema, versos molhados deste sentimento/sentido teu sobre a poesia no Recife...
no entanto, me chamou a atenção uma coisa diferente no estilo (lembra os poemas narrativos?!?...este é também um estilo que se propõe e consegue descrever, embora não pinte cenários...), sim! a coisa diferente: experimentações (e cadências/ritmos) com rima; uma rima direta e crua que, por despretensiosa, cai bem em parecer que foi "sem querer"...

Beijo, Mago!